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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ao astronauta...

Astronauta, tá sentindo falta da Terra? Que falta que essa Terra te faz? A gente, aqui em baixo, continua em guerra olhando aí pra lua implorando por paz. Então me diz porque que você quer voltar. Você não está feliz de onde você está? Observando tudo à distância?
Vendo como a Terra é pequenininha e como é grande a nossa ignorância? E como a nossa vida é mesquinha. A gente aqui no bagaço, morrendo de cansaço, de tanto lutar por algum espaço. E você com todo esse espaço na mão querendo voltar aqui pro chão. Ah, não, meu irmão, qual é a tua? Que bicho te mordeu aí na lua?
Fica por aí que é o melhor que você faz, a vida por aqui tá difícil demais. Astronauta o negócio tá feio. Tá todo mundo feito cego em tiroteio. Olhando pro alto, procurando a salvação, ou pelo menos uma orientação.
Você já tá perto de Deus, Astronauta, então me promete que pergunta pra ele as respostas de todas as perguntas e me manda pela internet...
É tanto progresso que eu pareço criança. Essa vida de internauta me cansa. Astronauta, você volta e me deixa dar uma volta na nave. Passa a chave que eu tô de mudança. Seja bem vindo, faça o favor. E toma conta do meu computador por que eu tô de mala pronta, eu tô de partida, e a passagem é só de ida.
Tô preparado pra decolagem, vou seguir viagem. Vou me desconectar.
Porque eu já tô de saco cheio e não quero receber nenhum e-mail com notícias dessa merda de lugar!
Eu vou pro mundo da lua que é feito um motel. Onde os Deuses e Deusas se abraçam e beijam no céu...

Astronauta -  Gabriel, o Pensador

domingo, 8 de maio de 2011

D.C. - Descíclopes Compulsivos

Meu nome é Mariana Saratt e eu sou... Viciada em Desciclopédia .
Já perdi meus amigos.
Ela era minha melhor amiga...

Obviamente ela se refere às piadas
inspiradas na Desciclopédia.


E agora, até meus familiares estão se afastando de mim. 

Minha mãe após ler meu histórico na Desciclopédia

 Tudo pelo vício em piadas de humor barato que dou de falar por aí.
E tudo começou da maneira mais inocente. Estava pesquisando sobre o percussionista Chris Fehn (Slipknot), e, por um impulso, cliquei no link da Desciclopédia.
Me diverti tanto que (suspiro) uma coisa levou à outra e, quando me dei conta, estava com aproximadamente quinze links abertos, todos da Desciclopédia.
A partir daquele momento, passei a ver o mundo com os olhos dos nerds punheteiros descíclopes. E fazia a questão de mostrar isso para todos. 
Mas agora estou disposta à mudar! Fazem exatas 28 horas 35 minutos e 45 46 47 48 49 50 51 52 53... (Tô contando no cronômetro do meu celular) Enfim alguns segundos que eu não leio um artigo ou conto uma piada infame levemente tosca sequer!
Infelizmente, essa não é a primeira vez que tento parar. Na última tentativa visitei a casa de uma amiga cuja a cadela (a cachorra, não a amiga) teve cinco filhotinhos. E como eu tenho uma vontade descontrolada de acariciar cãezinhos e animais pequenos (o que me leva à reunião das 21:30) eu parei para falar com os cãezinhos. 
Quando fui embora da casa dela, notei que as minhas mãos estavam com cheiro de cãezinhos, que é semelhante ao cheiro de cigarro misturado à um cachorro, e aí estava: Cheiro de cão fumado! 
O que me lembrou do cheiramento de gatos. E, novamente, eu estava caindo na tentação deste mundo!
Mas agora já chega! Chega de piadas! Chega de malícia! Chega! 
Desciclopédia, parei!

Desejem-me força!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Uma verdade com gelo e limão.

Quantas vezes mentimos por ano? Ou melhor, quantas vezes acreditamos em mentiras?
Aposto que muitas, mesmo que "sem querer".
Na verdade, as decepções que enfrentamos nos fazem crescer.
Nos decepcionamos com o amor, com as amizades, com nós mesmos e nossas vontades.
Quando nos damos conta da verdade, tudo o que aconteceu parece tolice de nossa parte. Já não entendemos onde começou o pesadelo, mas nos damos conta de que agora, finalmente agora, acordamos!
É uma coisa boa! Cada vez que "acordamos", crescemos, sempre aprendemos com nossos erros. Mesmo que, futuramente, voltemos à apostar com as mesmas cartas.
A verdade é o desejado, é o que todos querem. Às vezes ela magoa e às vezes ela nos fortalece. Mas é preciso aceitar que a verdade é o caminho certo. 
Muitas vezes escondemos a verdade por medo, receio  e, em outros casos, por diversão. 
Paro para pensar em como seria um mundo sem mentiras, onde todos expressariam a absoluta verdade. Como seria isso?
Às vezes a verdade é omitida por uma questão de respeito e carinho. Como quando você veste uma roupa horrível e seu melhor amigo te diz que é linda, pelo simples reconhecimento de que você gostou e pela vontade de fazer você sorrir. 
Prefiro sempre a verdade, por pior que seja. Mas, melhor do que ouvir a verdade, eu prefiro descobri-la sozinha. Pois quando se descobre a verdade, as coisas parecem mais simples. Pois ninguém tem que te convencer, você viu e você sabe!
É até uma questão de orgulho. O que devemos saber é como lidar com as mentiras. As que merecem vingança, as que podem ser relevadas e as que precisam ser esclarecidas.
Aprender isso é um dos fatores básicos para se viver em uma sociedade formada por mentiras, omissões e malícia.
Mas será que tudo precisa ser assim?
Se não, faça questão de fazer a sua parte sendo verdadeiro. Bebendo da verdade.
;P


Beijos


Mariana Saratt

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O tempo levou...

É incrível o que pode acontecer entre um casal. Como o amor pode vir de um dia para o outro, e, da mesma maneira que vem, vai embora quando menos se espera.
"Quem semeia vento, colhe tempestade."
E quem semeia amor e não colhe nada além de sofrimento?
"De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
e de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
fez-se da vida uma aventura errante
de repente, não mais que de repente."
                            (Vinicius de Moraes)
É incrível, no sentido de inacreditável, a capacidade de amar e deixar de amar em tão pouco tempo. De amar mais que tudo para depois chegar ao "Quem é mesmo?"
Talvez todos nós tenhamos nos esquecido do que é amar de verdade. Perdemos o amor conforme o tempo foi passando. Desde Shakespeare, Casanova...
Os melhores contos de amor retratam uma época passada. Desde então perdemos o amor. Ou pelo menos, eu perdi o sentido de amar.
Talvez eu tenha associado, por culpa de trinta e dois, que o amor é sinônimo de sofrimento. 
Quando uma vez escrevi "Mas se for preciso amar para viver, eu amarei!", quando afirmei "eu amarei" a primeira imagem que vem à tona é de lágrimas. Lágrimas que duraram quatorze músicas de pelo menos quatro minutos, cada.
Infelizmente, me pouparam de dor física, pois nunca senti mais que uma dor de ralar o joelho, colocando em seu lugar, a pior das dores, a pior das cicatrizes, a dor de amar.
Acho que só sou uma fã tão dedicada por que assim posso preencher o vazio onde o amor deveria estar... 
"Enquanto eu puder respirar, nada vai me abalar."
É mentira, pois é por isso mesmo que não acredito no poder do amor. 
Por que o amor é a unica coisa que realmente me abala.

Beijos

Mariana Saratt

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Wake me up when the year ends

O "engraçado" do final de ano é que ele faz você pensar no começo. Te faz refletir sobre tudo o que aconteceu. Comigo não podia ser diferente, já que estou sempre refletindo sobre o que acontece. Tudo aquilo que eu tinha está indo embora, estou perdendo tudo. Tudo está caindo. Essa é a impressão que fica.
As coisas parecem incompletas agora. Assim como alguns não foram feitos para se apaixonar, eu não fui feita para desperdiçar a minha vida. Assim como as asas condenam à águia a voar, meu espírito me condena a fugir.
Sempre que algo dá errado recorro à benção da musica. Procuro na música toda a paz que preciso. 
Mas tanta coisa aconteceu... Mudei tantas vezes em um só ano. Acho que agora sou eu mesma, mas na verdade nem sei quem sou. Sou tantas que as vezes penso que todas que sou são eu mesma, ou que só sou eu mesma comigo. É tão confuso!
O silêncio toma conta do lugar. Sala de aula em dia de prova de matemática. Uns se veem totalmente perdidos em meio à tantos números, outros se veem como a própria incógnita.
Alguns fazem da prova um show de mágica, cheia de truques, realiza a prova como se desenhasse um bonequinho de palito. Mas grande parte da classe usa o silêncio para orar para seu Deus, de todas as formas, suavizar o fato de saber que está perdido.
Provas, avaliações, testes, simulados, vestibulares, provões. Formas de provar a nossa qualidade, provar que aprendemos. Algo tão simples assim deveria ser como dever de casa ou uma tarefa de aula. Todos deveriam acertar, pois tudo o que está nesses meios de avaliação já foi estudado por nós. Mas ainda nos damos o luxo de não aprender.
Mas eu não poderia reclamar de nada disso, estou lutando pra passar de ano...
Esse ano foi tão confuso... 

Trilha sonora: If I was your Vampire- Marilyn Manson


Obrigada por ler. ^^
Beijos



Mariana Saratt

domingo, 28 de novembro de 2010

O fim.

Mais uma vez me encontro pensando nele. Pensando como seria bom se tiéssemos um relacionamento de casal. Mas então, um pensamento ruim vem à tona, queimando todos os vestígios de felicidade que ainda restavam. 
O que veio à tona? O fim.
E então, o medo de todo o amor ser em vão. Afinal, amo e amo cada vez mais. Mas ele sequer imagina tal coisa.
Pensei: "Então, nos apaixonamos e depois de tudo, o amor acaba. Simplesmente vai embora, e deixa dois seres acordando depois de passarem tanto tempo nas mãos do amor. Nenhum de nós se conhece mais. Já não sabemos mais o que fazemos alí, em toda aquela angústia rodeada de decepções."
E eu pensei que teria que mudar o mundo para ser notada por ele. Para ser escolhida dessa vez. Eu poderia correr eternamente em busca de sua aceitação. Mas já teria chegado tão longe sem sequer conhecer o amor dele.
Se fosse a escolhida desta vez... É até essa parte que vai o pensamento de um coração apaixonado. Mas e depois? O que aconteceria?
Tudo tem fim! Esse amor não seria exceção. Digo isso por que não acredito no amor. Então, de qualquer forma, nunca teria o amado, logo não teria porque pensar no fim de maneira tão trágica.
Mas há algo em mim que diz "E essa seria apenas outra prova de que o amor não existe para você..."
Por que quando digo que não acredito no amor, é só mais uma maneira de tentar me proteger das possíveis consequências de amar novamente. É para tentar me convencer de que controlo minhas emoções, quando no segundo seguinte suspiro apaixonada...
Não faz mais sentido! Tento ao maximo reprimir meus senimentos. Esconde-los por que me assusta o fato de entregar meus sentimentos à algo incerto.
Mas viver faz sentido! Então o fim me assusta por que penso que tudo o que passei foi em vão. Teria desperdiçado meu tempo com algo inútil, isso é inadmissível! Pois a coisa mais sagrada é a vida, então... Não quero desperdiçar meu tempo com algo que não me faz feliz.
Isso seria um não ao amor? Sim, até que alguém me prove o contrário.






Trilha sonora: Evidence- Marilyn Manson


bjs



Mariana Saratt

domingo, 21 de novembro de 2010

Só mais uma história de um falecido amor...

"Como posso viver sabendo que desperdicei tanto tempo pensando em você?
Como posso me olhar no espelho sabendo que sou um retrato incompleto, onde parte de mim foi levada por você?

Criada tentando te agradar, cada mísera palavra sempre refletindo minha reverência para você.
Mas continuo esperando a chuva cair, derramando a verdade e tirando a sua essência de mim...

Me deixe dizer, ao menos uma vez, o que penso de você:
Aterrorizou minha mente com medos falsos. Você não se envergonha? Não me vê aqui? Você sabe que me fez de idiota! O que mais o seu amor pode fazer? Não é isso que você quer saber? Bem, eu sei! Que tal um fim?!

Pois agora eu sei quem você é! E já não te amo mais.
Beba desta doce decadência.Beba desse cálice da verdade. Prove a vida "morta" que me fez levar. Sinta a dor que eu sinto por dentro.

É verdade! Somos todos insanos!
Mas já não está tão claro que não fomos feitos um para o outro?"

Ao contrário do que se pode pensar, esse texto não é direcionado para uma pessoa, de fato. Mas é direcionado ao efeito do amor, em geral. 
bjs 



Mariana Saratt

domingo, 14 de novembro de 2010

Geração Xerox

Atualmente, os adolescentes estão cada vez mais iguais. Pela mídia, amigos e ídolos. Tudo influencia a geração xerox. Por que? Bom, no meu ponto de vista, os adolescentes estão cada vez mais inseguros, o que os faz buscar desesperadamente por algum exemplo para seguir.Acreditando que se seguir determinada pessoa, ou um determinado conceito, se sentirá mais confiante.
Mas nós sabemos que não é bem assim, não é?
Seguindo alguém, só se vai até onde essa pessoa chegou, ou, pior, se estará abaixo. Afinal, o que faz a pessoa ou conceito seguido tão especial? A pessoa ter mais dinheiro? Mais roupas? Ser idolatrada por isso não é algo que realmente valha à pena.
Agora, estávamos observando o lado de que copia, mas e quando a pessoa copiada não tem a menor intenção de ser copiada?
A pessoa é simplesmente copiada por alguém que quer, não idolatra-la, e sim, sibstitui-la? Tudo por um desejo de ser alguém, mas não tem personalidade suficiente para ser verdadeiro, por isso procura outra identidade por não ter confiança na própria. Isso não é só revoltante, é triste! Alguém que não reconhece o bom de si mesmo e procura em outro o que quer, como se tentasse aprender a ser quem é com outro.
A imitação não passa de uma insegurança tão grande que sentencia quem imita à uma vida de falsas satisfações. Pois, assim como a vingança, depois que se imita ou a vida volta ao "normal" ou vai continuar copiando. É como uma bola de neve.
A mídia é considerada a grande responsável por influenciar os jovens, e pode até ser verdade. Mas nós mesmos somos os responsáveis pela influência da mídia. Nós não alimentamos as nossas mentes com coisas produtivas, ficamos alienados, logo cegos. E a culpa não é de mais ninguém, a culpa é nossa.
Acho qeu os imitadores são fruto de uma personalidade fraca, insegurança e desejo de superioridade. Mas como podemos acabar com isso? Podemos acabar com esses conceitos determinados e com as idealizações do ser humano. Ajudando a preencher a vida vazia que levam as pessoas alienadas com persoalidade e inteligência.


Por uma vida melhor! Por pessoas melhores! Pelo poder do caráter! VIVA!


Mariana Saratt

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Happy Birthday(?)

Novembro é o mês do meu aniversário. O que me faz refletir ainda mais o porque dessas festas escandalosas e sem-noção. Sempre fui meio contra essas festas enormes e super-caras de 15 anos, falam que só se faz 15 anos uma vez... F*da-se! Também só se faz 1,2,3,4,5, 14,16,28... uma vez na vida.
Pra mim, cada idade deve ser aproveitada e muito bem vivida, cada uma da maneira que pode. Pois apressar as coisas não rola! O que importa é viver cada ano como se fosse o único (que é o que ele é), cada dia como se fosse o mais importante.
Saber que se passou um ano e eu mudei tanto é até assustador. Troquei de amigos e amores, sempre iludida. No ano passado eu era louca pelo amor, preocupada, ciumenta e até pegajosa. Mas nesse ano eu simplesmente não ligo mais.
Não ligo pro que pensam, pro que querem, pro que fazem, não ligo nem se morrer. Coloquei na minha cabeça o pensamento de que "Se for pra ser, será. Se não, não vou chorar por isso"
Desde então passei a ser totalmente independente da opinião de amigos e meninos. Tanta coisa mudou. Tanta gente mudou.
Minha percepção sobre o amor mudou muito.
Agora tenho medo de me apaixonar, pra mim o amor se trata de algo cruel. Que castiga os outros.
Dando à uns a capacidade de amar e odiar em tão pouco tempo, já com outros essa capacidade é tirada, fazendo com que a pessoa sofra.
O amor já não faz mai sentido pra mim. Nunca fez e agora muito menos.
Meu pai traiu a minha mãe quando eu tinha 9 meses, meu avô teve seis filhos com quatro mulheres diferentes e largou todos, o pai da minha irmã mais nova batia na minha mãe, minha avó paterna sofria na mão dos filhos e marido.
Eu, não diferentemente, sempre fui rejeitada pelo amor.
Mas não vou chorar pelo que já passou.
Bom, ainda não chegou o dia 16, mas já vou falando:
Viva idade nova!
bjs bye'

Mariana Saratt