Mostrando postagens com marcador insegurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador insegurança. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ao astronauta...

Astronauta, tá sentindo falta da Terra? Que falta que essa Terra te faz? A gente, aqui em baixo, continua em guerra olhando aí pra lua implorando por paz. Então me diz porque que você quer voltar. Você não está feliz de onde você está? Observando tudo à distância?
Vendo como a Terra é pequenininha e como é grande a nossa ignorância? E como a nossa vida é mesquinha. A gente aqui no bagaço, morrendo de cansaço, de tanto lutar por algum espaço. E você com todo esse espaço na mão querendo voltar aqui pro chão. Ah, não, meu irmão, qual é a tua? Que bicho te mordeu aí na lua?
Fica por aí que é o melhor que você faz, a vida por aqui tá difícil demais. Astronauta o negócio tá feio. Tá todo mundo feito cego em tiroteio. Olhando pro alto, procurando a salvação, ou pelo menos uma orientação.
Você já tá perto de Deus, Astronauta, então me promete que pergunta pra ele as respostas de todas as perguntas e me manda pela internet...
É tanto progresso que eu pareço criança. Essa vida de internauta me cansa. Astronauta, você volta e me deixa dar uma volta na nave. Passa a chave que eu tô de mudança. Seja bem vindo, faça o favor. E toma conta do meu computador por que eu tô de mala pronta, eu tô de partida, e a passagem é só de ida.
Tô preparado pra decolagem, vou seguir viagem. Vou me desconectar.
Porque eu já tô de saco cheio e não quero receber nenhum e-mail com notícias dessa merda de lugar!
Eu vou pro mundo da lua que é feito um motel. Onde os Deuses e Deusas se abraçam e beijam no céu...

Astronauta -  Gabriel, o Pensador

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vale dos Sentimentos.

Era uma terça-feira, ao entardecer. A professora deixava a escola, viu Christian sentado na calçada. Parecia bravo, então ela foi até ele.
_Ué?! Ainda está aí, Christian?_ Disse ela_ A aula já acabou faz tempo! Por que você não vai ao condomínio com os seus amigos?
_Ah... Não tô com muita vontade!_ Olhando para longe, ele disse_ E nem de sair com os cachorros... De tomar sorvete... De ir pro shopping com a galera hoje à noite..._Ele parou por um instante, e depois voltou a falar com rispidez e frieza_ Ainda mais por que ela deve ir com ele!!
_Ela?! Ela, quem?_Perguntou a professora.
_A Mariana, professora! Quem mais?_ disse ele, levantando do chão_ Sabe que ontem à tarde eu peguei ela na maior cara-de-pau dando mole pro Carl, aquele garoto novo da outra turma?!
_Tem certeza? Será que eles não estavam só conversando?
_Não sei! Só de pensar nisso me dá raiva!!
_Então você não vai falar com ela?
_Nunca! Tô “bolado” demais!_Disse ele, se sentando novamente.
_É?! Pois saiba que essa raiva que você está sentindo_ a professora se sentou_ tem muito a ver com orgulho, teimosia, mágoa..._Christian fitou-a como se a palavra que seria dita por ela fosse uma sentença_...Amor.
Ele se retraiu e olhou as formigas que carregavam os farelos de um biscoito, todas em sintonia frenética. Retrucou então:
_Amor?! O que é que a raiva tem a ver com o amor?_ Perguntou, cutucando as formigas com um graveto.
_Muita coisa!_disse ela, tirando o graveto da mão dele_ Vou contar uma história para você! De um lugar chamado "Vale dos Sentimentos".
_Coisa de criança...
_É lá que moravam todos os sentimentos do mundo! Cada qual com seu nome. Alegria, riqueza, sabedoria, determinação... E, apesar de serem tão diferentes, se davam muito bem! Até os sentimentos como Orgulho, Tristeza, Vaidade não tinham problemas entre si. Mas era lá no fundo do vale, na ultima das casinhas, que morava o sentimento mais bonito de todos! Era o amor! Ele era tão bom... Que, quando os outros sentimentos chegavam perto dele, ficavam mudados! Porque sabiam que, dentre eles, o amor era o melhor! Porém... No mesmo vale, num lugar mais afastado... Havia um castelo. E lá também morava um sentimento que não tinha nada de bom... Era a raiva! E a raiva, de tão ruim que era, não gostava dos outros moradores do vale! Por isso, quando acordava de mau humor, ela fazia de tudo para estragar a beleza do lugar. Certo dia, teve uma idéia! Foi até o calabouço e passou dias trabalhando em uma poção. A fumaça da poção tomou conta do lugar... E do vale! E se transformou numa tempestade como nunca se tinha visto antes...
_Peraê! Ô, professora, pópará! Como a senhora quer conversar comigo falando de fadinhas e bruxas?!
_Christian, se você deixar a sua inocência, seu lado infantil tomar conta de você por alguns instantes, iria se surpreender com o quanto as coisas iriam melhorar... Posso continuar a história?
_Tá, mas chega de firula, faz favor!
_Então... Como eu estava dizendo... Quando o vale se encheu de raios, chuva e vento, todos correram para se proteger. O egoísmo foi o primeiro a se esconder, deixando os outros para tráz. A alegria deu risadas de alívio por ter se salvado. A riqueza recolheu tudo o que era seu antes de se abrigar...
_Deixe-me ver, e o amor ficou que nem um idiota parado amando a chuva, né?
_Não! Na verdade, todos conseguiram chegar em suas casas... Menos o amor. Ele estava tão preocupado com os outros sentimentos que que acabou esquecendo de procurar abrigo...
_Viu só?! Isso que dá ser um sentimento bobo...
_Chega de interrupções! Deixe-me continuar a história! Uma coisa muito ruim aconteceu! A raiva deu sua tarefa por cuprida e foi dormir. Quando a tempestade passou, os sentimentos puderam abrir as janelas, aliviados. Mas ao sairem, eles sentiram algo diferente no ar. Algo que nunca tinham sentido antes. Foi então que eles viram... “O que aconteceu com o amor? Ele não se mexe!”. Nisso, a tristeza pôs-se à chorar! O orgulho não aceitava, disse que era mentira. A riqueza disse que era um desperdício. E a alegria, pela primeira vez, não sorriu. Foi aí que uma coisa muito estranha começou à acontecer. Os sentimentos começaram a ter desavenças. Por que, sem o amor para uni-los, as diferenças apareceram. A situação já estava bem ruim quando eles repararam que estavam sendo observados...
_Veio a treta... ehehe
_...Alguém que eles nunca tinham visto antes. Então, o estranho se ajoelhou na frente do amor, tocou-o com calma... E ele abriu os olhos.

“Ele não morreu! O amor não morreu!!” Gritaram os outros sentimentos. Foi aí que todos puderam ver o rosto do estranho, ele era ela, e se chamava tempo. Todos comemoraram por que o amor estava vivo. E sempre vai estar.
_Por que o amor parece comigo nesse desenho?
_Por que você faz parte de um clichê da sociedade. O amor vai estar sempre vivo por que não há nada que acabe com o amor tendo o tempo ao seu lado. E a paz ainda reina no Vale dos Sentimentos... E... Ué?!_Disse ela enquanto Christian se levantava_ Onde você vai?
_Vou encontrar o tempo e fazer do meu amor pela Mariana, eterno. Obrigado, professora.
_Ai, ele foi embora sem nem ouvir o final da história... Ah! Querem saber o que aconteceu? Eles se casaram e tiveram três filhos: Experiência, Perdão e Compreenção. Eaté hoje moram no Vale dos Sentimentos, localizado... lá. No fundo do coração.


Adaptado da revista Chico Bento, nº 6919, editora Globo, 1999.
Nenhum dos nomes citados acima foram citados à toa. Então sua aparição não é mera coincidência.
Beijos

Mariana Saratt

domingo, 28 de novembro de 2010

O fim.

Mais uma vez me encontro pensando nele. Pensando como seria bom se tiéssemos um relacionamento de casal. Mas então, um pensamento ruim vem à tona, queimando todos os vestígios de felicidade que ainda restavam. 
O que veio à tona? O fim.
E então, o medo de todo o amor ser em vão. Afinal, amo e amo cada vez mais. Mas ele sequer imagina tal coisa.
Pensei: "Então, nos apaixonamos e depois de tudo, o amor acaba. Simplesmente vai embora, e deixa dois seres acordando depois de passarem tanto tempo nas mãos do amor. Nenhum de nós se conhece mais. Já não sabemos mais o que fazemos alí, em toda aquela angústia rodeada de decepções."
E eu pensei que teria que mudar o mundo para ser notada por ele. Para ser escolhida dessa vez. Eu poderia correr eternamente em busca de sua aceitação. Mas já teria chegado tão longe sem sequer conhecer o amor dele.
Se fosse a escolhida desta vez... É até essa parte que vai o pensamento de um coração apaixonado. Mas e depois? O que aconteceria?
Tudo tem fim! Esse amor não seria exceção. Digo isso por que não acredito no amor. Então, de qualquer forma, nunca teria o amado, logo não teria porque pensar no fim de maneira tão trágica.
Mas há algo em mim que diz "E essa seria apenas outra prova de que o amor não existe para você..."
Por que quando digo que não acredito no amor, é só mais uma maneira de tentar me proteger das possíveis consequências de amar novamente. É para tentar me convencer de que controlo minhas emoções, quando no segundo seguinte suspiro apaixonada...
Não faz mais sentido! Tento ao maximo reprimir meus senimentos. Esconde-los por que me assusta o fato de entregar meus sentimentos à algo incerto.
Mas viver faz sentido! Então o fim me assusta por que penso que tudo o que passei foi em vão. Teria desperdiçado meu tempo com algo inútil, isso é inadmissível! Pois a coisa mais sagrada é a vida, então... Não quero desperdiçar meu tempo com algo que não me faz feliz.
Isso seria um não ao amor? Sim, até que alguém me prove o contrário.






Trilha sonora: Evidence- Marilyn Manson


bjs



Mariana Saratt

domingo, 21 de novembro de 2010

Só mais uma história de um falecido amor...

"Como posso viver sabendo que desperdicei tanto tempo pensando em você?
Como posso me olhar no espelho sabendo que sou um retrato incompleto, onde parte de mim foi levada por você?

Criada tentando te agradar, cada mísera palavra sempre refletindo minha reverência para você.
Mas continuo esperando a chuva cair, derramando a verdade e tirando a sua essência de mim...

Me deixe dizer, ao menos uma vez, o que penso de você:
Aterrorizou minha mente com medos falsos. Você não se envergonha? Não me vê aqui? Você sabe que me fez de idiota! O que mais o seu amor pode fazer? Não é isso que você quer saber? Bem, eu sei! Que tal um fim?!

Pois agora eu sei quem você é! E já não te amo mais.
Beba desta doce decadência.Beba desse cálice da verdade. Prove a vida "morta" que me fez levar. Sinta a dor que eu sinto por dentro.

É verdade! Somos todos insanos!
Mas já não está tão claro que não fomos feitos um para o outro?"

Ao contrário do que se pode pensar, esse texto não é direcionado para uma pessoa, de fato. Mas é direcionado ao efeito do amor, em geral. 
bjs 



Mariana Saratt

domingo, 14 de novembro de 2010

Geração Xerox

Atualmente, os adolescentes estão cada vez mais iguais. Pela mídia, amigos e ídolos. Tudo influencia a geração xerox. Por que? Bom, no meu ponto de vista, os adolescentes estão cada vez mais inseguros, o que os faz buscar desesperadamente por algum exemplo para seguir.Acreditando que se seguir determinada pessoa, ou um determinado conceito, se sentirá mais confiante.
Mas nós sabemos que não é bem assim, não é?
Seguindo alguém, só se vai até onde essa pessoa chegou, ou, pior, se estará abaixo. Afinal, o que faz a pessoa ou conceito seguido tão especial? A pessoa ter mais dinheiro? Mais roupas? Ser idolatrada por isso não é algo que realmente valha à pena.
Agora, estávamos observando o lado de que copia, mas e quando a pessoa copiada não tem a menor intenção de ser copiada?
A pessoa é simplesmente copiada por alguém que quer, não idolatra-la, e sim, sibstitui-la? Tudo por um desejo de ser alguém, mas não tem personalidade suficiente para ser verdadeiro, por isso procura outra identidade por não ter confiança na própria. Isso não é só revoltante, é triste! Alguém que não reconhece o bom de si mesmo e procura em outro o que quer, como se tentasse aprender a ser quem é com outro.
A imitação não passa de uma insegurança tão grande que sentencia quem imita à uma vida de falsas satisfações. Pois, assim como a vingança, depois que se imita ou a vida volta ao "normal" ou vai continuar copiando. É como uma bola de neve.
A mídia é considerada a grande responsável por influenciar os jovens, e pode até ser verdade. Mas nós mesmos somos os responsáveis pela influência da mídia. Nós não alimentamos as nossas mentes com coisas produtivas, ficamos alienados, logo cegos. E a culpa não é de mais ninguém, a culpa é nossa.
Acho qeu os imitadores são fruto de uma personalidade fraca, insegurança e desejo de superioridade. Mas como podemos acabar com isso? Podemos acabar com esses conceitos determinados e com as idealizações do ser humano. Ajudando a preencher a vida vazia que levam as pessoas alienadas com persoalidade e inteligência.


Por uma vida melhor! Por pessoas melhores! Pelo poder do caráter! VIVA!


Mariana Saratt

domingo, 5 de setembro de 2010

O que é a moda??

O que é a moda? Segundo a estatística moda é aquilo que se repete.Mas não é esse tipo de moda de que eu quero falar.A moda que me intriga é aquela das passarelas, a moda das magrelas vestindo roupas estranhas para, como um todo, ficarem bonitas.

A moda vem causando estragos na humanidade. Separando as pessoas e criando barreiras.Determinando um modelo básico de beleza.Uma idealização da pessoa perfeita.Mas é só a beleza que importa? A beleza expressada através de ossos à mostra?A beleza que causa uma série de doenças letais é a beleza que muitos admiram.Induzindo a população a acreditar que bonito é ,além de ter coisas que não precisa, que as pessoas só aceitem um tipo físico na população: o magérrimo.A moda vem e vai fazendo com que as pessoas "torrem" seu dinheiro com coisas fúteis que dali a pouco não vão mais querer utilizar pois já está fora da moda.

Mas o problema não está só na moda; ou naquilo que a mídia nos faz acreditar que é o ideal; muito menos com o dinheiro, que em si veio como algo benigno para o mundo(assim como as piores coisas do mundo); o problema está conosco.

Nós criamos a idealização do ser humano, criamos a moda, a mídia e, principalmente, o dinheiro.

Fizemos o mal com a intenção do bem.Mas para que??Para que guerra, matança, fome, solidão, dor e desespero??Nós criamos esses sentimentos com nossos atos.Nós somos a mídia. Agora não dá pra desfazer, mas podemos reverter.

Queremos!Podemos!Fazemos!




          Trilha sonora: Everybody's fool - Evanescence  Nádegas à declarar- Gabriel, o pensador



Mariana Saratt

sábado, 4 de setembro de 2010

Garotas VS Insegurança


Em um dos meus momentos de reflexão, ou seja, no caminho da escola, fiquei pensando sobre o relacionamento garoto-garota. E me lembrei dos comportamentos comuns das garotas. Por exemplo, a insegurança com a aparência. E, depois de analisar alguns fatos, percebi que, talvez, estejamos erradas com as nossas preocupações.
Tem menino que liga pros defeitos e tem menino que não liga. Em vários casos, só as meninas ligam e falam mal. Muitas vezes isso ocorre porque algumas meninas precisam menosprezar as outras para se sentirem bonitas. Mas essas mesmas meninas fazem questão de que os seus seguidores também liguem. Ou só finjam para estar no mesmo grupo.
Fato é que, os meninos mais fúteis ligam sim. Mas acredito que nenhuma garota vai querer um garoto fútil e idiota. Beleza importa, claro. Mas existem detalhes muito bem descartados pelos meninos. Alguns deles são: a celulite, a barriguinha extra e o pouco peito ou bumbum. Homem de verdade se liga na garota pelo beijo, pelo toque e pelo rosto.
"So"... Não vale à pena se ligar na ponta dupla do fio de cabelo ou na unha do dedo do pé. Com auto-estima e "cara de DIVA" (risos) dá pra conquistar "geral".
Pelo que percebo, alguns meninos se ligam mais no shortinho que na celulite. Se ligam mais no decote do que no pouco peito. Quem se liga no defeito dos outros são as meninas. E, ao menos que você queira conquistar uma menina, é melhor relaxar, ter confiança em si mesma e mandar quem não gosta se ferrar.
"O cara" não vai se ligar nos defeitos, vai se ligar na personalidade acima de tudo. Porque, que eu saiba, coxas não tem boca para beijar. E como dizia uma amiga minha: "Corpo é o de menos, vou beijar a boca dele e não o corpo!"




Trilha sonora: Nádegas à declarar – Gabriel, o Pensador e Misery Business – Paramore.



Mariana Saratt